ENVIE SUA MENSAGEM AQUI

7 de Junho de 2010 @ 12:25 - admin
Arquivado sob Clique Aqui e Envie Sua Mensagem | Sem Comentários | Link desta publicação | Enviar por e-mail

Para que seu texto seja publicado, envie por aqui, através de um comentário ou envie email para econteudo@sinal.org.br

DEMOCRACIA É A PARTICIPAÇÃO DE TODOS COM FREQUÊNCIA (e não só na eleição)

7 de Junho de 2010 @ 10:22 - admin
Arquivado sob Estrutura de Poder e o Sistema Eletivo Nac do Sinal | Sem Comentários | Link desta publicação | Enviar por e-mail

Os filiados do Sinal elegem pelo VOTO DIRETO os Conselhos Regionais nos anos ímpares, que por sua vez forma o Conselho Nacional dentre os conselheiros eleitos. Essa forma de governança é bem sucedida desde a fundação da AFBC, precursora do Sinal. Todas as reivindicações dos servidores foram atendidas ou muito bem encaminhadas. A conduta dos dirigentes é íntegra e independente e a estrutura colegiada colabora com isso. O filiado pode integrar o Conselho Regional, sem precisar estar articulado nacionalmente ou ter experiência anterior e desse participar da direção nacional. O filiado participa da vida sindical em todos os momentos, inclusive pela proximidade com os dirigentes, as assembléias regionais, ANDs e plebiscitos.

É do conhecimento de todos que o CN está subordinado às diretrizes emanadas dos fóruns competentes: ANDs e Assembleias formadas pelos filiados e onde são tomadas as principais decisões políticas do sindicato. O CN tem todo o controle e acompanhamento das práticas da diretoria executiva.

Na forma da proposta 2, na qual os filiados elegem o presidente e o vice, o CN perde a função precípua de destituí-los da função executiva se eles descumprirem as políticas oriundas de seus filiados. Somente em uma prática catastrófica extremada.

Conclamamos aos filiados que precedam a uma reflexão cuidadosa sobre a forma de legitimação do poder instituído, porque as consequências poderão ser de difícil reparação. A forma atual, defendida pela proposta 1 – Paulo Eduardo de Freitas –, tem como justificativa o exercício do poder político pautado na participação do filiado, no debate no CN e nos fóruns competentes, que mantém a proporcionalidade de participação. Advoga também, que a legitimidade das decisões políticas advém de processos de discussão, orientados pelos princípios da inclusão, do pluralismo, da proporcionalidade e da autonomia.

Nós demonstramos que o real sentido da palavra DEMOCRACIA, na forma apresentada pela proposta 2, fica esvaziado e reduzido a mera escolha do presidente e vice e consequentemente sem o controle dos membros eleitos para os Conselhos Regionais e Nacional e distante do filiado. É uma proposta de direção personalista.

O objetivo dessa nota é tentar contribuir para o entendimento da necessidade de participação dos filiados no poder, mostrar que a aproximação dos filiados e os seus dirigentes é de extrema importância para a sobrevivência do nosso sindicato, evitando assim, a inoperância por eleger um presidente de forma direta e isolado.


Laerte Silveira Porto / Paulo Eduardo de Freitas

VOTE PROPOSTA 1

SINAL – Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central

Plebiscito sobre o Sistema Eletivo do SINAL – 07 a 16.06.2010

( x ) Proposta 1 - CONSELHO NACIONAL–21 ANOS DE ESTABILIDADE POLÍTICA

( ) Proposta 2 - DIRETAS JÁ: BOM PRO BRASIL, IMAGINE PRO SINAL!

( ) Proposta 3 – DIRETAS para Presidente e DIREX + CN Atuante


Nome do funcionário/pensionista: ____________________________

Matrícula: ____________________

Assinatura: ___________________

QUEM TEM MEDO DE LOBO MAU?

4 de Junho de 2010 @ 12:51 - admin
Arquivado sob Estrutura de Poder e o Sistema Eletivo Nac do Sinal | Sem Comentários | Link desta publicação | Enviar por e-mail

REFLEXÕES SOBRE A POSTAGEM:
QUEM TOMARÁ CONTA DA POLÍTICA E DO DINHEIRO? – Paulo Eduardo de Freitas

“Todo governo deve amoldar-se aos valores dominantes,

ao ethos da população” [Aristóteles]

02, junho, 2010

(não será o filiado)

Sim, não será diretamente o filiado já que o sistema é representativo. O filiado delega a seus escolhidos a gestão do dinheiro sem abdicar da prerrogativa de controle e reprovação dos atos praticados pelo representante.

Quanto à política, importa destacar que ninguém toma conta da política (ôxente! Que maluquice é essa???); a política não pode se confundir com o poder que este ou aquele grupo possa exercer. A visão de que a política resume-se ao exercício do poder é um atraso; não foi para isso que toda uma geração lutou pela constituinte e pela redemocratização do Brasil.

Ademais:

1 O tema “quem tomará conta do dinheiro” é infeliz: coloca sob suspeição qualquer colega que venha exercer funções sindicais e que não seja escolhido da forma como foi estabelecida para o Sinal desde sua criação; isso é ruim e não contribui para a democracia a qual, não somente deveria ser um dos princípios orientadores da atuação sindical, mas que, efetivamente, é a essência de qualquer forma de representação;
2 Um esclarecimento: constou do programa dos candidatos aos Conselhos – Nacional e Regionais – a remuneração de dirigentes sindicais? Ou foram os “tomadores de conta do dinheiro” que a estabeleceram autonomamente? Igualmente, a contratação de assessores políticos – por mais justa, pertinente e revestida de necessidade que seja – constou do programa dos candidatos?
3 A defesa da manutenção da atual concepção de estrutura sindical representa, lamentavelmente, a manutenção da hegemonia do grupo dominante, empobrecida pelo cooperativismo reformista tão em voga;
4 O voto, sim, confere poder de representação, mas não há sistema que o outorgue sem que possa retirá-lo;
5 O aparelhamento das estruturas políticas nunca trouxe bons resultados; o mundo atual requer estruturas plurais onde estejam presentes todas as forças políticas dos representados. Poder e mando não mais são os fundamentos de quem propugna avanços democráticos e, tampouco, a política é uma obra de “engenharia sofística”;
6 Os tempos atuais implicam na convivência com a divergência, em ações concertadas na pluralidade; foi-se o tempo do centralismo “democrático” onde a estrutura impunha submissão às dissensões.

Por tudo isso, vote PROPOSTA 3!!!

Idalvo Toscano
Diretor de Assuntos Técnicos
SINAL / SP

idalvo.toscano@ bcb.gov.br

MUDAR PARA MELHOR, SIM!

4 de Junho de 2010 @ 10:33 - admin
Arquivado sob Estrutura de Poder e o Sistema Eletivo Nac do Sinal | Sem Comentários | Link desta publicação | Enviar por e-mail

Podemos e devemos mudar para melhor!

Mudar para um sistema que favoreça maior participação no dia a dia de um sindicato não só comprometido com a categoria, mas também com a sociedade. Mudar para um sistema que favoreça o diálogo direto com a categoria e que amplie as oportunidades de defesa de interesses diversos.

Por acreditar nisso defendo a Proposta 3.

Enfatizo que a mudança que proponho não oferece risco algum à continuidade da ação sindical. Ao contrário, favorece o aprimoramento da prática democrática, pois permite a participação plural de lideranças do funcionalismo.

Note que as atuais atribuições da Diretoria Executiva Nacional (DIREX) e do Conselho Nacional do SINAL (CN) são preservadas em sua essência. O que muda é o processo de escolha direta pelos filiados dos membros da DIREX - exceto o Diretor Financeiro e o Diretor Secretário, os quais serão eleitos pelo Conselho Nacional, o que portanto preserva a responsabilidade política do CN no destino da instituição em áreas tão sensíveis como estas.

Há em curso interpretações políticas equivocadas, que confundem com anarquia a independência legítima e necessária entre instâncias: a DELIBERATIVA – Conselho Nacional do SINAL (CN) e a EXECUTIVA (Diretoria Executiva Nacional – DIREX).

Ambas as instâncias, expressões da vontade dos filiados, devem conviver democraticamente e, nesse sentido, eventuais conflitos serão superados pela “difícil arte do convencimento”, como convém à prática democrática. No limite, em caso de impasse, prevalece a decisão do Conselho Nacional, órgão colegiado e representativo dos interesses plurais dos filiados; nessa situação, a responsabilidade do CN, como instância deliberativa, é evidente e, igualmente evidente, o ônus político de fazer cumprir suas deliberações pela DIREX.

Urge lembrar que a DIREX terá voz e quatro votos no CN, de modo que há espaço suficiente para que a mesma defenda seus pontos de vista e posicione-se politicamente no CN.

Democracia é conflito e a práxis democrática implica em saber conviver com conflitos - escamoteá-los não vai resolver os problemas que os geraram.

Reflita e vote PROPOSTA 3.

Vote “DIRETAS PARA PRESIDENTE E DIREX + CN ATUANTE”.

Ricardo Lopes Pinto - ricardo.lopes@bcb.gov.br

DIREÇÃO FEDERATIVA versus DIREÇÃO ÚNICA (1ª parte)

2 de Junho de 2010 @ 15:32 - admin
Arquivado sob Estrutura de Poder e o Sistema Eletivo Nac do Sinal | Sem Comentários | Link desta publicação | Enviar por e-mail


Democracia participativa versus Democracia Representativa

Quanto mais democrático for o Sinal, mais protegido ele estará e mais atenderá aos
servidores. Vale a recíproca: quanto mais verticalizado e isolado for o poder, menos
protegido estará o sindicato.

Na construção do Sinal, enfatizamos a democracia participativa sobre a democracia representativa.

Esse é um conceito fundamental para se avaliar o que está em debate nesse plebiscito de estrutura de poder e sistema eletivo nacional do Sinal e suas consequências para o filiado. A estrutura atual do Sinal e seu sistema eletivo criam um processo protetor da entidade e, por extensão, dos servidores. De outro lado, um sistema eletivo de direção única, na atual estrutura, além de ser incompatível com ela, aumenta e muito a fragilidade do sindicato.

Numa direção única nacional (democracia representativa), a força das assembleias regionais diminui bastante, ou mesmo não ocorre. Há perda de interação entre o servidor e a entidade; as assembleias nacionais, compatíveis com a direção única, têm mais o caráter plebiscitário, e teria reduzida a sua interatividade com o servidor. Hoje, as propostas aprovadas em assembleias regionais e as propostas indicativas das assembleias nacionais são levadas em frente e para o Conselho Nacional por um porta-voz estruturado – os Conselhos Regionais, com assento garantido naquele. Força para a democracia participativa.

Nessa comparação de formas de direção, não se pode deixar de falar do ponto mais importante da vida sindical: a negociação da pauta de reivindicações. Aqui a fragilidade da direção única e a força da direção federativa ganham especial realce. Pela direção única os negociadores serão sempre os mesmos, qualquer que seja a pauta, a experiência requerida, a dinâmica do movimento etc..

Pela direção federativa, os integrantes da mesa de negociação são definidos em cada
oportunidade, em função da performance, da pauta, da experiência, da renovação, da diversidade, sem qualquer perda de continuidade. Os filiados estão próximos dos Conselhos Regionais e esses integram diretamente a direção nacional. Mais uma vez, força para a democracia participativa no processo de negociação da pauta de reivindicações.

A supremacia da direção federativa numa mesa de negociação continua em relação à direção única. Na direção única, o universo das pessoas a fazer os primeiros debates e durante o processo é limitado e fechado.

Na direção federativa, cabe aos Conselhos Regionais e Nacional debater, num primeiro momento, as possibilidades de sucesso da negociação, criar linhas de argumentação, trazer os efeitos e impactos havidos em cada regional e pôr essa realidade dentro das deliberações e da organização de propostas para as assembleias. Novamente a democracia participativa dá interação.

Reafirma-se que as assembleias regionais, com direção federativa, têm a sua máxima força e é isso que integra os servidores com os destinos da negociação sindical. A negociação sindical e a interação dela com os servidores constituem-se num dos maiores momentos democráticos da vida sindical, neste caso, proporcionado pela direção federativa.

A ação sindical desenvolve-se de múltiplas maneiras. Uma das mais importantes pelas consequências e riscos é a greve. Com direção única, a direção da greve está fixada e as propostas desenvolvem-se de modo fechado e isolado. Com a direção federativa, a direção da greve se dá com total integração de todas as regionais; a direção é ampla e aberta. O domínio dos servidores sobre a greve é pleno e interativo. A democracia participativa mostra a sua superioridade. Você já viveu isso.

Há ainda outros aspectos. O isolamento da direção nacional enfraquece a compreensão por ela do processo político em que está inserida, em comparação à força proporcionada pela sustentação nos debates dos conselhos regionais e nacional. O isolamento do poder dá também a oportunidade para o arbítrio e para o exercício da vontade do presidente. Nesse contexto, isolar o poder relevante da entidade representado pelo presidente nacional é correr o risco de os adversários, oponentes e interessados montarem a estratégia – contra os filiados e os servidores em geral -, chamada de captura do rei.

A captura do rei encerra a ideia de que aos outros seja possível investir na demanda pessoal do líder. Aos adversários, oponentes e interessados é mais fácil olhar e atender ao presidente e provocá-lo com isso, do que o atendimento a uma pauta de milhares. O isolamento do presidente torna-o mais fraco na percepção da política, mais autoritário, mais suscetível a pressões externas e mais sujeito a convencimentos. A captura do rei anula toda a força remanescente da organização sindical. A fragilidade é total por intenção ou não do detentor do poder do sindicato. Trata-se de perceber o risco inerente a esse tipo de proposta para a organização sindical.

É evidente a superioridade da direção federativa nos moldes da montada para o Sinal, ao longo dos 21 anos. Valoriza-se de todos os modos a democracia participativa e disso deriva a atual estrutura do sindicato e o sistema eletivo correspondente. Com vistas a fortalecer a organização dos filiados e não as pessoas, com vistas a ter uma organização com autocontrole e democrática, com vistas a dar continuidade a uma organização de sucesso, apresentamos para o plebiscito a

Proposta 1: CONSELHO NACIONAL – 21 ANOS DE ESTABILIDADE POLÍTICA.

Paulo Eduardo de Freitas.

QUEM TOMARÁ CONTA DA POLÍTICA E DO DINHEIRO?

2 de Junho de 2010 @ 12:35 - admin
Arquivado sob Estrutura de Poder e o Sistema Eletivo Nac do Sinal | 1 Comentário | Link desta publicação | Enviar por e-mail

(não será o filiado)

A verdade é que, na proposta 2, o presidente escolherá os diretores, inclusive o
diretor financeiro. A escolha poderá recair sobre pessoa não eleita. O conselho
nacional não terá opção, senão homologar os nomes, porque afinal foram
esses que ajudaram o presidente eleito a montar o tal programa aprovado nas
urnas. São pessoas que estarão alinhadas com o tal programa. E função
executiva é isso: alinhamento com as ações propostas.

Qualquer modificação ou acréscimo ao tal programa só se o presidente, autor
do programa, consentir. Ele é o interprete com toda a autoridade para
dizer sobre o programa eleito. Portanto é incongruente o conselho nacional
querer indicar nome para função executiva de políticas que não são dele (do
conselho).

Hoje, o Conselho Nacional escolhe a Executiva dentre os eleitos para os
conselhos regionais, porque é o Conselho Nacional o formulador FINAL do
conteúdo político do sindicato, no âmbito do comando da entidade. Uma coisa
está ligada à outra. Quem define a política define a execução.

Com a proposta 2, se terá: presidente independente do conselho nacional,
programa independente do conselho nacional, diretores indicados pelo
presidente. Nada restará efetivamente ao conselho nacional, pois formalismos
não mudam a essência política. Se o conselho nacional usar o poder formal,
será o conflito insolúvel de que já falamos, por inexistir fórum legitimado para
dirimi-lo, já que não dá para viver em eterna assembleia. Além disso, quem vai
confrontar o presidente em nomes e programa, imediatamente após a eleição?
O voto dá poder.

O presidente e seus diretores controlarão o dinheiro do sindicato para viabilizar
o tal programa do presidente, posto que dinheiro está associado a políticas a
serem implementadas. Isso é MONOPÓLIO de poder do sindicato nacional. O
presidente estará solto para isso. Não haverá controle de estrutura sobre o
presidente, políticas, atos e escolhas de alocação de recursos.

E chamam isso de modernidade democrática? O governo sem controle de
estrutura?

Fala-se em diretas, mas há que se falar do produto: UMA SÓ PESSOA com o
poder do sindicato.

Essa é uma essência dos questionamentos. É sobre essa essência que nos
cabe refletir.

Na proposta 1: quem toma conta da política e do dinheiro é o Conselho
Nacional com 17 pessoas; na proposta 2, é essencialmente o presidente.

Paulo Eduardo de Freitas

Obs.1: O Sinal foi fundado em 1988, em época efervescente, época pós-constituinte e pós-
campanha da emenda das diretas, já, para a presidência da República. Os defensores de
hoje, que acham que estão falando coisa nova, ainda não se perguntaram por que os muitos
fundadores do Sinal –que viveram período tão rico da política brasileira e participaram tão
ativamente daqueles eventos -, não criaram o Sinal, já com as diretas para presidente
nacional?
A AFBC, que antecedeu o Sinal, foi fundada em 1986, época forte da campanha constituinte
e pós-campanha da emenda das diretas, já. Ela também tinha a mesma estrutura do Sinal.
Quando o Sinal foi fundado, essa estrutura já tinha dois anos de experiência acumulada e
não houve demanda por mudança.

Obs.2
: Acho extremamente louvável e entusiasmante que haja tanta vontade pela democracia. É um dos mais importantes princípios orientadores da estruturação e da vida do
Sinal. Só tenho a certeza de que o problema chave aventado para ser resolvido pelas diretas
- e que é problema real e muito importante efetivamente, como a filiação dos novos – exigirá outras soluções e não será olhando para a estrutura do Sinal nem para sua forma eletiva, como não foi alterando o valor da contribuição mensal, que a solução será encontrada.

21 anos de sucesso – Por que mudar?

31 de Maio de 2010 @ 10:15 - admin
Arquivado sob Estrutura de Poder e o Sistema Eletivo Nac do Sinal | Sem Comentários | Link desta publicação | Enviar por e-mail

A proposta de “diretas já” é um chamamento apelativo para seduzir os filiados. No Brasil, quando houve a proposta de Diretas já, vivíamos um momento difícil, com uma famigerada ditadura. A proposta-2 apresenta uma forma semelhante ao que perdurou na ditadura, tanto é que o presidente eleito escolhe a Diretoria Executiva, a ser aprovada pelo Conselho Nacional, dentre os filiados que não participaram de qualquer eleição e, portanto, não tiveram sequer um voto, que não participaram de nenhuma chapa ou de nenhum processo eletivo. Onde está a democracia?

A declaração pelos defensores da proposta 2 de que o poder político maior do sindicato será do Conselho Nacional e não do presidente eleito de forma direta é um contrassenso. Sabedores que somos de que há dificuldade de governança em um sistema com dupla orientação política, certamente estarão dissociados presidente e Conselho Nacional.

Por exemplo: Um presidente é eleito com uma plataforma efetivamente eleitoreira e um Conselho Nacional terminantemente contrário a isso, gerará uma exacerbação nos conflitos da condução política do sindicato. E qual será a política desenvolvida? Ledo engano daqueles que pensam que o Conselho Nacional possa emplacar a sua política. É sabido por todos, que o processo atual não permite que isso ocorra. Por que a mudança? Vaidade ou interesse próprio? Ou os dois?

O objetivo da manutenção do atual sistema (proposta 1) visa fortalecer a governança do sindicato, respeitada a condição hierárquica, com diretrizes unificadas e voltadas para o interesse dos filiados, sem riscos para o aprimoramento das políticas sindicais. As ações coordenadas do conselho e seu presidente, no modelo atual, asseguram o bem-estar e ralações harmoniosas no desempenho das atuações de interesse do sindicato.

O equívoco de concepção política sindical do Calovi é notório. Ele pensa como se estivesse em outra organização, não em entidade sindical da atualidade; está na contramão da história. Afirmamos que alguns sindicatos querem conhecer o modelo organizacional bem sucedido. Cito como exemplo as desavenças encontradas no SINAIT, na UNACON e no SINDIFISCO, daí porque a proposta que ele defende não se aplica ao Sinal, onde a GESTÃO É EXTREMAMENTE POLÍTICA.

A proposta 2 assegura a inscrição de chapa para presidente e vice, e a estabilidade no cargo desse dirigente eleito. Ora, se o dirigente não estiver afinado com a política do CN, como já mencionado, vai ter que engolir o sujeito todo o tempo do mandato, para substituí-lo só na próxima eleição? “Até lá Inez é morta”. Isso deixa o sindicato completamente engessado. A dinâmica do sindicato não aceita mais tamanha estática. Que coisa antiga! Talvez sirva, se servir, só para outra organização não-democrática.

Já demonstramos, através de diversas manifestações, que o sistema atual está muito além daquele que é proposto por eles. As pessoas que o formam são vinculadas aos princípios políticos aprovados nas instâncias do sindicato e certamente cuidarão dos interesses dos filiados e da categoria. Esse colegiado escolhe as funções executivas necessárias, dentro dos membros eleitos pela forma direta ou indireta, e os integrantes conforme cada necessidade e circunstância, como exigência da dinâmica sindical.

Dizer também que todos os desafios que o sindicato enfrentará estão todos previamente previstos na plataforma de campanha, só acontece (se acontecer) para a plataforma administrativa. Para a plataforma política – aspecto muito mais forte para o sindicato – com certeza, pelo dinamismo da vida sindical, precisa ser adicionada à plataforma da eleição as diretrizes políticas estabelecidas adicionalmente pela AND, por Assembleias regionais e nacional e, ainda, pela interação proporcionada pelos conselhos regionais. De novo, nessa perspectiva a direção federativa é muito superior.

A visão que eles demonstram de dar prévia garantia de cargo ao candidato – é pensar no próprio umbigo e está atemporal. A dinâmica sindical e as necessidades dos filiados exigem ajustes nas propostas. Exigem as ideias de direção federativa. Exige agilidade nas decisões, com cooperação, flexibilização e competência no processo de condução e valorização das políticas traçadas.

Laerte Silveira Porto – laertep@yahoo.com

O Sinal é uma FEDERAÇÃO

28 de Maio de 2010 @ 12:16 - admin
Arquivado sob Estrutura de Poder e o Sistema Eletivo Nac do Sinal | Sem Comentários | Link desta publicação | Enviar por e-mail

Assinam o texto os filiados e, também, conselheiros do Sinal-RS
Gustavo Diefenthaeler (DESUP/GTPAL),
Lídia Georg (DECAP/GTPAL/COPA),
Luiz Eugênio De Assis Puricelli (DESUC/GTPAL) e
Maria Da Glória Dos Santos (DECIC/GTPAL)

Acho esse debate sobre a forma de eleição muito enriquecedor, pois é um momento de reflexão sobre a estrutura do Sinal. Assim, entendemos ser a oportunidade de verificar que nosso sistema, parlamentarista, continua adequado ao que podemos convencionar como uma “Federação” dos Sindicatos Regionais, pelas seguintes razões:

A votação direta para presidente realmente muda o sistema de poder. Hoje o presidente é eleito pelo Conselho Nacional e suas ações dependem, a todo o momento, deste conselho que delega, modifica, opina, contribui, rejeita e, a qualquer tempo, pode tirá-lo da condição de presidente.

O Sinal funciona como uma Federação, formada por Conselhos Regionais - eleitos pelo voto direto – que indicam seus representantes, na proporção do número de filiados - UM a cada 500 - para constituir o CN. Este elege, entre todos os conselheiros, o seu presidente e a sua diretoria executiva, eleitos para executar suas decisões.

É nas regionais que se dá os dirigentes fazem o contato com os filiados, e também são cobrados por suas ações.

As regionais são autônomas, mas integrantes de uma estrutura federativa nacional. As regionais dependem da nacional e a nacional depende das regionais.

Alternativa a estrutura atual, existem duas propostas de eleição direta para presidente. Nestas, o poder é delegado por todos a uma só pessoa, que o exerce administrativa como politicamente.

Teremos, então, os Conselheiros Regionais primeiramente eleitos pelo voto de suas regionais e, após, em outra eleição, o presidente (membro de algum conselho regional), eleito por todos, sem a consideração do “peso” de cada regional, garantido hoje pelo número mínimo de UM a cada 500 filiados. Os conselheiros eleitos regionalmente comporão o Conselho Nacional, o qual elegerá os demais membros da Executiva.

Confrontando as propostas, convém levantar algumas perguntas que nos devem levar a refletir. Quem vale mais, o presidente ou o CN? Quanto vale o voto de uma regional em cada proposta? Qual o instrumento que uma regional terá para fazer valer suas reivindicações?

Acredito que a opção por votação direta possa ensejar a concentração do poder e gerar conflitos, em detrimento do debate, do convencimento e da busca da conciliação que está presente no modelo atual.

Haverá sobreposição de poder pois o CN, apesar de manter a capacidade de substituir o presidente, estará enfraquecido para desfazer uma decisão deste presidente eleito diretamente pelos filiados. A situação atual permite, que o CN destitua o presidente, sem gerar maiores problemas, se este não implementar as decisões do CN e das ANDs. Este sistema proporciona uma estrutura ágil, e prática, que tem atendido às demandas dos filiados e da categoria.

CONSELHO NACIONAL – 21 anos de estabilidade política

26 de Maio de 2010 @ 15:40 - admin
Arquivado sob Estrutura de Poder e o Sistema Eletivo Nac do Sinal | 1 Comentário | Link desta publicação | Enviar por e-mail

Dois comandos para o Sinal formam o caos

O Sinal tem uma direção federativa formada pelos integrantes eleitos pelo voto direto para os conselhos regionais. Essa direção federativa é o Conselho Nacional. Nesse comando do sindicato, participam, sempre, todas as regionais, sem exceção.

Os conselhos regionais eleitos pelo voto direto asseguram o provimento de pessoas para todas as necessidades da entidade, entre elas as necessidades das funções executivas do sindicato, como presidente, tesoureiro, diretor de área externa, de assuntos previdenciários, de assuntos técnicos, secretaria, de comunicação. Se necessidade adicional houver, pode-se eliminar alguma diretoria ou criar outras; se necessidade houver, pode-se trocar o ocupante de qualquer função executiva, adaptando-se dinamicamente a todas as circunstâncias da categoria, das pessoas ou da entidade. Tudo versátil, flexível, como toda organização gostaria de ser. Vale sempre a direção federativa.

Há uma planejada interação entre a estrutura e o sistema eletivo. Uma pensada para o outro. Essa estrutura e direção são e foram capazes de enfrentar todos os desafios e de colecionar inúmeras vitórias, por 21 anos, com a participação direta e democrática dos servidores do Banco Central nas campanhas. Essa é a nossa história de organização sindical, em tanto tempo. Você é testemunha.

Se alguém quer propor outro sistema eletivo precisa propor em qual estrutura para o sindicato a proposta de sistema eletivo se encaixará. Exatamente como diz o regulamento para o plebiscito: “a estrutura de poder e o sistema eletivo nacional do Sinal”. Na estrutura atual, com Conselhos Regionais e esses formando o Conselho Nacional só combina mesmo a direção federativa.

Nessa estrutura atual que não cabe outro sistema eletivo, é inconcebível uma direção federativa e uma direção única formada por outra eleição e as duas dirigindo o sindicato! É uma coisa ou outra. As duas juntas são uma aberração. As duas juntas formam o caos.

Estrutura e o comando político formam uma peça articulada. Dois comandos em uma única estrutura criam conflitos insolúveis. Imagine exemplos do que um comando sindical precisa encaminhar cotidianamente, como: um querendo realizar assembleia, elaborar um documento com determinado conteúdo, compor uma frente com outra entidade sindical para uma ação conjunta, dar uma linha de ação sobre um projeto de lei etc. e o outro não. Essa é a aberração das propostas 2 e 3 para o plebiscito. Não deixe isso acontecer.

Obviamente, se for para um comando diluir-se no outro, então um deles não será necessário. Por exemplo, se for para o presidente eleito por votação nacional submeter-se ao Conselho Nacional, então para que elegê-lo? Se for para anular o Conselho Nacional, então para que formá-lo? Se for só para função executiva, sem papel político, então para que eleição?

A solução está na proposta 1, que tem o seguinte título: Conselho Nacional – 21 anos de estabilidade política. Aqui não há qualquer confusão. Tudo o que você conhece e já testou com sucesso.

O Sinal tem muitos desafios a enfrentar e está preparado para isso. É preciso construir uma política de sensibilização dos servidores para filiação (o recente evento de recepção aos novos concursados foi uma boa iniciativa); continuar a atuação no Congresso Nacional em cima das proposições legislativas; prosseguir na articulação com as entidades das carreiras exclusivas de Estado; continuar a pressão sobre o governo pelo PCR; prosseguir no aprimoramento do programa de saúde e no ano que vem fazer campanha salarial, com ampla participação democrática de todos os servidores como sempre se fez.

No plebiscito sobre a estrutura de poder e o sistema eletivo nacional do Sinal, de 7 a 16 de junho, fortaleça o Sinal e não deixe que propostas descabidas destruam uma construção de tantos anos, ainda que jurem a intenção do oposto. Fortaleça o que é bom para todos os filiados e não para o interesse pessoal de alguns pretendes a dirigente; não deixe que a confusão de uns se transforme na confusão para todos. Não deixe formar dois comandos nacionais no Sinal (isso é montar uma guerra interna). Esteja com o que há de melhor para o Sinal. Para dar essa oportunidade a seu voto, apresentamos a

Proposta 1: Conselho Nacional – 21 anos de estabilidade política.

Paulo Eduardo de Freitas.

As propostas enviadas pelo funcionalismo

21 de Maio de 2010 @ 15:22 - admin
Arquivado sob Estrutura de Poder e o Sistema Eletivo Nac do Sinal | Sem Comentários | Link desta publicação | Enviar por e-mail

Apresentadas aqui pela ordem de data de chegada ao Sindicato, a primeira defende a continuidade da Direção Colegiada, e as duas seguintes sugerem eleições diretas para Presidente e Vice-Presidente do Sinal.

1. Paulo Eduardo de Freitas (QUEDF) - 4.12.09

2. Mário Getúlio Vargas Etelvino (MG) - 27.4.10
Veja, também, a lista dos 100 subscritores iniciais da proposta, entre aposentados e ativos em todo país.

3. Ricardo Lopes Pinto (SP) - 30.4.10

« Página AnteriorPróxima Página »

S I N A L | http://blog.sinal.org.br