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Arquivo de Setembro de 2008



ECONOMIA admin em 30 Set 2008

A crise do capitalismo e a importância atual de Marx

Em entrevista a Marcello Musto, o historiador Eric Hobsbawm analisa a atualidade da obra de Marx e o renovado interesse que vem despertando nos últimos anos, mais ainda agora após a nova crise de Wall Street. E fala sobre a necessidade de voltar a ler o pensador alemão: “Marx não regressará como uma inspiração política para a esquerda até que se compreenda que seus escritos não devem ser tratados como programas políticos, mas sim como um caminho para entender a natureza do desenvolvimento capitalista”.
Clique aqui e leia a íntegra da entrevista.

ECONOMIA admin em 29 Set 2008

Keynes e o mercado

Luiz Carlos Mendonça de Barros, em sua coluna no Valor Econômico desta segunda, 29/set/2008, diz que a securirização, “uma das grandes invenções financeiras modernas, sua utilização em um ambiente de regulamentação frágil, acabou por arrastar os mercados a uma situação gravíssima”.
Pergunta ele: E por que a securitização de créditos pode ser responsabilizada por isto? Porque sua utilização - sem controle adequado, repito - destruiu duas cláusulas pétreas do sistema bancário: a relação formal e operacional entre credores e devedores e o controle quantitativo da alavancagem das operações de crédito. Leia na íntegra, clicando aqui.

ECONOMIA admin em 26 Set 2008

A busca do novo modelo

O Blog do Nassif, publica entrevista que Michel Rocard: ex-primeiro-ministro francês, concedeu a Reali Júnior, em Paris e publicada inicialmente no Estadão.
Segundo Rocard - no início da carreira foi inspetor de finanças em 1958 e foi nomeado primeiro-ministro em 1988 por François Mitterrand, onde ficou até 1991 - “a crise deve produzir um novo sistema”

“Estamos diante de interesses gigantescos e a necessidade de uma mudança de doutrina se impõe, mesmo não vendo chances de que isso ocorra rapidamente”, disse o ex-primeiro-ministro francês Michel Rocard ao Estado, sobre a crise financeira atual.
O que está bem claro, na sua opinião, é que a comunidade científica da economia condena o ultraliberalismo, não o liberalismo.
“Os que defendem o liberalismo respeitam a liberdade no contexto das regras. O ultraliberalismo não quer mais saber de regras.
E, com isso, temos assistido a uma forte pressão sobre a remuneração dos presidentes dos bancos, o imoralismo dos dirigentes bancários, de empresas, etc.” clique aqui e leia os principais trechos da entrevista.

ECONOMIA admin em 25 Set 2008

EUA perderão status de potência do sistema financeiro, declara Alemanha

A Folha on line publica reportagem, da Agência de notícias EFE, em que discorre sobre os efeitos da crise para a economia americana.
Steinbrück afirmou que “a economia real inevitavelmente sofrerá” com a atual crise; como consequência o crescimento cairá e aumentará o desemprego.

“O ministro de Finanças alemão, Peer Steinbrück, afirmou nesta quinta-feira que os Estados Unidos “perderão seu status de grande potência do sistema financeiro mundial”, como conseqüência da grave crise que atinge os mercados internacionais.

“O mundo não voltará a ser como era antes da crise”, disse Steinbrück no começo de um pronunciamento do Governo ao Parlamento federal alemão, para informar sobre a crise financeira, suas conseqüências e as soluções para enfrentá-la”. clique aqui e leia.

ECONOMIA admin em 24 Set 2008

Plano Paulson não é solução

A Folha de São Paulo publica, nesta quarta-feira, 24/set, de Martin Wolf do Financial Times e, segundo ele, a solução não virá pela implementação do “chamado” Plano Paulson.

MOMENTOS de desespero requerem medidas desesperadas. Mas lembrem-se, igualmente, de que decisões apressadas podem terminar ditando a forma do sistema financeiro por uma geração. A rapidez é essencial.
Mas acertar quanto ao novo regime a ser adotado, também.
Sem dúvida a crise há muito passou do estágio no qual os governos poderiam deixar ao setor privado a responsabilidade por se salvar, com apenas uma pequena ajuda dos bancos centrais. Para os EUA, o resgate ao Bear Stearns foi o momento em que essa opção desapareceu.
Clique aqui e leia na íntegra

ECONOMIA admin em 23 Set 2008

A crise e a regulação - Marcos Nobre

Está na Folha de São Paulo desta terça-feira, 23/09/2008:

“A CRISE NO sistema financeiro produziu inesperadas concordâncias. Crise de confiança ou de liqüidez, o mais prudente é tratar dos dois problemas ao mesmo tempo. Os EUA devem oferecer crédito à vontade e comprar papéis que já não valem nada. Fazem o que os manuais dizem que o Federal Reserve e o Tesouro deveriam ter feito durante a crise de 1929.
Ficamos sabendo também que a culpa é toda da alavancagem, com suas securitizações, derivativos e “swaps”. Vem daí a última e mais importante concordância do momento: é preciso regular o mercado financeiro, impedir uma alavancagem “excessiva” e limitar a securitização e a produção “descontrolada” de derivativos.
Parece lógico e coerente. Só não tem nada a [ ] ver com [ ] o capitalismo atual. Apareceu até gente apelando para a “moralidade” dos agentes econômicos. Francamente.
O mercado financeiro trata de encontrar na regulação existente as brechas, lacunas e interpretações que permitam ganhar mais dinheiro do que seguindo as regras habitualmente. É o que se chama de “inovação”. É esse o sistema que se pretende regular? Como? Quem tem poder para isso? A última grande regulação do capitalismo desenvolvido precisou de uma Guerra Mundial (a Segunda) para ser realizada. E tinha como garantes (além do Exército dos EUA) nada menos do que o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial, hoje verdadeiros mortos-vivos. O que se tem agora é a segunda grande crise desse sistema de regulação do pós-Guerra. Com a diferença de que a primeira crise, de 1987, parece brincadeira perto da atual.
O mercado financeiro é global, mas não deixa de ter um centro, os EUA, e uma moeda, o dólar. O que está em jogo na crise é essa supremacia. Se os EUA decidissem regular seu mercado financeiro como pedem os analistas, simplesmente perderiam sua posição de centro do mercado financeiro mundial.
No momento, não estão à vista forças sociais e políticas capazes de impor a um mercado financeiro globalizado uma regulação que evite crises agudas. Nem movimentos econômicos que apontem no sentido de deslocar o centro do mercado financeiro dos EUA. Que o diga o movimento avassalador de compra de títulos do governo norte-americano no auge da crise.
“Se um banco concede um empréstimo sem saber se o cliente pode pagar, quem vai saber? O governo? Impossível”. Foi o que disse Alan Greenspan, o ex-presidente do Federal Reserve responsável pela política menos “reguladora” e mais concentradora de renda das últimas décadas.
Ele sabe melhor do que ninguém do que está falando.”

ECONOMIA admin em 23 Set 2008

A moral e os mercados

A revista Carta Capital, em sua edição 514, publica artigo do ex-ministro Delfim Neto em que analisa a crise mundial e, dentro dela, os Banco Centrais.

“A evolução da situação econômica mundial tem sido um fator de grande desilusão para aqueles que crêem que a economia (ou se preferem, a teoria econômica), como as chamadas ciências “duras”, tem por objeto “o que é”, não o que “deve ser”. O generoso objetivo da Economia Política é criar as condições para um processo civilizatório capaz de garantir a sobrevivência digna e harmoniosa de todo cidadão, imerso numa sociedade onde cada um possa realizar-se plenamente, explorando com liberdade suas potencialidades. Se existissem leis naturais que produzissem necessariamente a auto-organização dos indivíduos, como ocorre nos domínios da natureza explorados pelas ciências “duras”, tudo seria simples. O mecanismo de auto-organização descoberto pelos economistas é o mercado, onde cada agente cuidando do seu próprio interesse acabaria produzindo a harmonia geral”.
Clique aqui e leia o artigo na íntegra.

ECONOMIA admin em 22 Set 2008

Confissões de um Diretor de Risco

Por que os bancos tornaram-se tão expostos às vésperas da crise de crédito?
Um diretor de risco de um grande banco internacional - alguém cuja função é assegurar que a empresa não tome riscos desnecessários - explica pelas suas próprias palavras.
Em janeiro de 2007, o mundo parecia que não tinha riscos. No início do ano reuni minha equipe em um encontro externo para identificar os nossos cinco principais riscos para os próximos doze meses. Nós éramos pagos para ponderar sobre as possíveis deteriorações que pudessem ocorrer no mercado, mas naquele instante era difícil imaginar de onde poderiam vir os problemas. Eram quatro anos de queda nos “spreads” no crédito, com uma taxa de juros baixa, com uma carteira de empréstimos virtualmente sem inadimplência e níveis historicamente baixos de volatilidade. Era o ambiente de risco mais benigno que eu já havia visto em 20 anos.

Clique aqui e leia na íntegra.

Artigo publicado na revista Economist em 7 de agosto de 2008.
Tradução livre de Everton P.S. Gonçalves, assessor econômico da ABBC- Associação Brasileira de Bancos

ECONOMIA admin em 21 Set 2008

Crise financeira está apenas começando, diz Nobel de economia

Em entrevista concedida a Agência EFE e publicada pela Folha on Line, Joseph Stiglitz - Nobel de Economia em 2001 e professor na Universidade de Columbia - afirma que o pacote de intervenção em grande escala nos mercados, anunciado pelo governo dos Estados Unidos, está errado porque a raiz do problema não está diretamente na crise imobiliária; “isto é só o começo”, diz ele. A íntegra da entrevista está disponível: clique aqui.

ECONOMIA admin em 21 Set 2008

O capitalismo avança

Sérgio Malbergier, editor do caderno Dinheiro da Folha de S. Paulo, diz em artigo que “a crise financeira atual é bem diferente das outras. Ela é muito mais global e muito mais rápida. Mas, ao contrário do canto das cassandras que até hoje choram o fim da história e a consolidação da economia de mercado como a mais capaz de organizar a produção de forma eficiente e progressista, ele não enfraquece o capitalismo. Pelo contrário, o fortalece”.clique aqui e leia o artigo na íntegra.

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