O Brasil não se coaduna com a globalização

Agosto 18th, 2008 de admin

‘‘O Brasil não se coaduna com a globalização’’

Carlos Santos/DN

A política adotada pelo líder venezuelano Hugo Chávez é tão somente uma postura de alguém que, finalmente, resolveu olhar pelos mais pobres. Essa é a opinião de um dos maiores experts em economia do país, o professor Wilson Cano. Embora se mostre tendencioso à ideologia de esquerda, Cano critica de forma veemente a atual gestão do presidente Lula e classifica a elite brasileira como safada, ‘‘a pior do planeta’’. Sem medo de polêmica a despeito do quase aforismo de que o nordestino construiu São Paulo a custa de mão-de-bra barata, o professor afirma que o Nordeste precisa olhar, primeiro, para a era do coronealismo antes de criticar o paulista, que cresceu amparado na cultura cafeeira. Wilson Cano fala com propriedade em todos os assuntos. Seu currículo é invejável. Graduado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo em 1962, recebeu doutorado 13 anos depois em Ciências Econômicas pela Universidade Estadual de Campinas. Atualmente é professor titular da Universidade Estadual de Campinas, membro vitalício do conselho curador da Fundação Economia de Campinas e consultor da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. Tem experiência e livros publicados na área de Economia, com ênfase em Desenvolvimento Econômico, Economia Brasileira, Economia Latino-americana e Economia Regional.

Para ler a entrevista na íntegra, clique aqui.

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Imposto de Renda

Julho 28th, 2008 de admin

Receita Federal esclarece que lei não isenta pagamento do IR sobre o 13º salário (Notícias RFB - 25/07/2008)

As Unidades da Receita Federal do Brasil têm recebido grande número de pedidos de restituição do Imposto de Renda Retido na Fonte sobre o 13º salário, formulados indevidamente por servidores públicos, com base em interpretação equivocada da Lei nº 8.852, de 1994, que não estabelece qualquer isenção do Imposto de Renda.

A Receita Federal do Brasil esclarece que os rendimentos recebidos a título de 13º salário estão sujeitos à incidência do imposto exclusivamente na fonte com base na tabela progressiva e separadamente dos demais rendimentos do beneficiário. Essa tributação está prevista no artigo 150 da Constituição Federal, no artigo 43 do Código Tributário Nacional (Lei nº 5.172/1966) e no artigo 638 do Regulamento do Imposto de Renda (Decreto nº 3.000/1999).

Orientações detalhadas sobre o assunto constam do Manual de Preenchimento da Declaração de Ajuste Anual e do Perguntas e Respostas do Imposto de Renda Pessoa Física que estão disponíveis para consulta e download no sítio da Receita Federal do Brasil, no endereço: www.receita.fazenda.gov.br.

Para evitar prejuízos e expectativas frustradas aos requerentes, a Receita Federal do Brasil alerta que todos os pedidos de restituição do Imposto de Renda Retido na Fonte sobre o 13º salário, formulados com base na Lei nº 8.852, de 1994, são indevidos e serão indeferidos.
Fonte: www.fiscosoft.com.br

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Fundos de pensão são uma das alavancas do desenvolvimento

Julho 25th, 2008 de admin

Além de sua função social (garantir a aposentadoria do participante), os fundos de pensão ou planos de previdência complementar constituem hoje uma das principais alavancas do desenvolvimento do país e de sua economia. Quando aplicam seus recursos em uma empresa demonstram confiança em seu crescimento e, principalmente, na economia nacional. Não se trata apenas de ganhar dinheiro, pois o capital destinado a investimentos de longo prazo garante benefícios ao investidor e a toda a sociedade.

De acordo com a Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp), os fundos detêm R$ 460 bilhões no Brasil, recursos que, bem aplicados, rentabilizam o patrimônio financiador dos benefícios. A gestão dos recursos é profissional, baseia-se nas diretrizes estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional e nas normas que regulam o setor.

Estudo divulgado pela consultoria Watson Wyatt, assessoria previdenciária das mais respeitadas em todo o mundo, mostrou que, ao final de 2006, os 300 maiores fundos de pensão do mundo ultrapassaram o patamar de US$ 10 trilhões em patrimônio líquido. A maior concentração está nos EUA (43%), seguido do Japão (15%), Reino Unido (7%), Holanda (6%) e Canadá (5%). O Brasil tem três representantes nesta lista: Previ, Petros e Funcef. Nos Estados Unidos, os maiores fundos de pensão dos empregados, somados aos 35 grandes fundos de pensão setoriais, já possuem o controle de praticamente todas as 1.000 maiores empresas industriais.

O Brasil possui o maior sistema de previdência complementar da América Latina e um dos dez maiores do mundo em termos absolutos. O setor consolidou-se no país como grande investidor. As 371 entidades fechadas são responsáveis por US$ 165,94 bilhões em investimentos, o que coloca o país no 8º lugar no ranking mundial dos que têm maior volume de recursos administrados pelos fundos de pensão. Estes fundos investem nos principais setores da economia: energia elétrica, siderurgia, telecomunicações, petroquímica, indústria de alimentos, produção de aviões e mineração. São R$ 131 bilhões investidos diretamente no capital social das empresas, contribuição inestimável ao desenvolvimento econômico nacional.

Ainda que pouco conhecidos, especialmente entre os trabalhadores brasileiros, os planos de previdência complementar associativa estão em franca expansão. Do final de 2006 até o primeiro semestre de 2007, cresceram 30%. A tendência é de forte crescimento nos próximos anos, impulsionado especialmente por dois fatores. Primeiro, pelo aumento da expectativa de vida do brasileiro, que, combinada à fecundidade decrescente, alterou o perfil demográfico do país, aumentando a população idosa; segundo, pela preocupação crescente com a incapacidade do regime geral de previdência de fornecer aposentadoria digna. O maior receio é que o regime geral de previdência seja incapaz de assegurar, na velhice, a manutenção do padrão de vida de que os trabalhadores desfrutam quando em atividade.

Depois do INSS, a previdência complementar no Brasil é a maior pagadora de benefícios. O OABPrev — para advogados e dependentes — reúne 25 mil participantes, um patrimônio de R$ 200 milhões e já é um dos maiores do país. Depois dos advogados, engenheiros, dentistas, médicos, comerciários, chegou a vez dos magistrados e de outros membros de carreiras jurídicas.

Os magistrados mineiros e os membros do Ministério Público começaram a semana alcançando mais essa importante e histórica conquista, com o lançamento de seu plano de previdência complementar (o JusPrev). No âmbito nacional, o JusPrev foi oficializado em dezembro do ano passado. Seis meses depois, já contamos com 45 associações de carreiras jurídicas do país, que, somadas, têm cerca de 100 mil associados.

Segundo o secretário de Previdência Complementar do Ministério da Previdência Social, Ricardo Pena, o JusPrev já nasce como o sexto maior plano de previdência fechada do país.

Os excelentes resultados demonstram a união e a força associativa. O objetivo é oferecer aos magistrados mineiros e aos membros do Ministério Público e seus familiares, através de entidade própria, previdência segura, de baixos custos e rentabilidade diferenciada, que lhes assegure um padrão de vida uniforme, sem que a aposentadoria, ou até mesmo a ausência do participante, impacte financeiramente a si e/ou aos seus.

A preocupação maior é com os juízes e membros de outras carreiras jurídicas que estão fora do regime antigo, por não terem garantia de que vão receber proventos integrais após a aposentadoria (referimo-nos aos que ingressaram na carreira após a reforma da Previdência de 2003). Mas há outras razões para a adesão: o plano é de contribuição definida, assim o participante sabe com quanto vai contribuir e tem uma simulação de cálculo de quanto irá receber no futuro; um associado não paga a conta do outro, cada um receberá de acordo com a sua contribuição, deduzidas as taxas de administração e gestão; o risco para o plano é zero.

Também é admitida a portabilidade daqueles que já possuem planos contratados em bancos, permitindo transferir os recursos de um fundo para outro. Outro ponto positivo é que as contribuições efetuadas são dedutíveis do cálculo do imposto de renda até o limite de 12% da renda bruta anual. Além da segurança futura que se conquista, o novo plano se caracteriza também como bom investimento, e ao lado da função social, estimulará o crescimento do país, gerando emprego e riqueza.

Revista Consultor Jurídico, 3 de julho de 2008

Sobre o autor:
Nelson Missias de Morais: é presidente da Associação dos Magistrados Mineiros (Amagis).

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Escolha desigual III

Julho 22nd, 2008 de admin

Terceira e última reportagem da série

Código de ética é primeiro passo contr a discriminação
Disseminar regras de igualdade evita desvios de conduta nas empresas

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Várias empresas conduzem suas relações com funcionários, clientes e fornecedores com base em códigos de ética e de conduta, que trazem uma série de regras do que é aceito ou rejeitado pela organização. Na maioria deles, a igualdade é um dos fundamentos básicos.
Na avaliação do professor Clóvis de Barros Filho, um código de ética pode servir para evitar problemas jurídicos e moldar relações de trabalho.
“Não há possibilidade de um poder legítimo dentro da empresa sem um discurso ético que seja aceito de maneira consistente pelo grupo”, explica.
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Escolha desigual II

Julho 22nd, 2008 de admin

Continuando a série.

Assédio moral exclui trabalhador

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

De janeiro a junho deste ano, a DRT-SP (Delegacia Regional do Trabalho) recebeu 205 denúncias de trabalhadores que disseram sofrer discriminação.
Um de seus tentáculos, apontam os dados, revela-se por meio de assédio moral -o que motivou 190 denúncias no período.
São casos como o da telefonista M.A.R., 47, que ficou afastada do trabalho por 18 meses devido a uma tendinite adquirida no trabalho em uma metalúrgica de Embu das Artes, na Grande São Paulo.
Ao retornar, a empresa determinou que ela organizasse o arquivo morto, localizado em um galpão desativado. “Havia fezes de rato, ninho de pombo, muita poeira. Colocaram-me para trabalhar na sujeira”, descreve ela, que conta ter sido afastada dos demais funcionários. “Não podia ir à fábrica nem para levar documentos”, lembra a telefonista, que move ação contra a empresa.
No Estado de São Paulo, houve 69.558 admissões de pessoas com deficiência entre 2001 e julho de 2007. Apesar disso, esses trabalhadores ainda convivem com discriminação no trabalho -às vezes, antes de iniciá-lo.
A bancária Márcia (nome fictício), 46, não enfrentou problemas na hora da contratação, mas, desde que foi admitida, não pode trabalhar em condições apropriadas.
Ela tem visão parcial em somente um dos olhos e espera há meses que o banco compre um programa para facilitar a leitura no computador. “Fui contratada só para cumprir cotas”, afirma ela, que está com artrose por ter que ficar muito próxima do monitor. “Sinto que não estão nem aí”, desabafa. (CA)

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Escolha desigual I

Julho 22nd, 2008 de admin

A Folha de São Paulo publicou em sua edição de 26/ago/2007, uma série de reportagens sobre Assédio Moral, assunto que toca de perto muitos trabalhadores da inicitiava e, porque não, também servidores públicos! Leia a seguir.

Disputa por trabalho abre brecha para segregação
Nos últimos 7 anos, MPT instaurou 920 ações para apurar denúncias

CRISTIANE ALVES COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Humilhação. Esse é o sentimento provocado por oportunidades negadas àqueles que foram alvo de discriminação no ambiente de trabalho.
Nos últimos sete anos, o Ministério Público do Trabalho da 2ª Região instaurou 920 procedimentos que buscam apurar denúncias de discriminação.
Um deles foi estabelecido a partir de denúncia feita pela professora Maria Aparecida da Silva Oliveira, 36, que, em 2003, foi aprovada em um concurso para professora efetiva da rede pública estadual de São Paulo, mas ainda não ocupou o cargo porque foi considerada inapta pelo exame admissional.
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Supremo suspende súmula do TST sobre pagamento de insalubridade

Julho 21st, 2008 de admin

Notícia publicada no site ultimainstancia.com.br.

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes, suspendeu a aplicação de parte da Súmula 228, do TST (Tribunal Superior do Trabalho), sobre pagamento de adicional de insalubridade.

A súmula do TST permite a substituição do salário mínimo pelo salário básico no cálculo do adicional de insalubridade, exceto quando houver critério mais vantajoso fixado por meio de convenção coletiva.

De acordo com informações do Supremo, Gilmar Mendes concedeu a liminar pedida pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) e suspendeu a parte do dispositivo que permite a utilização do salário básico no cálculo do adicional.

A CNI alegava que a súmula do TST afronta a Súmula nº 4 do STF, que impede a utilização do salário mínimo como base de cálculo de vantagem devida a servidor público ou a empregado, salvo nos casos previstos na Constituição. A decisão foi tomada no julgamento de processo que tratava sobre o pagamento de adicional de insalubridade para policiais militares paulistas.

Em seguida, o TST modificou a Súmula 228, determinando que, a partir da vigência da Súmula Vinculante nº 4, em maio deste ano, o adicional de insalubridade poderia de ser calculado sobre o salário básico, salvo se houvesse critério mais vantajoso fixado por meio de convenção coletiva.

Para Gilmar Mendes, “a nova redação estabelecida para a Súmula 228 do TST revela aplicação indevida da Súmula Vinculante nº 4, porquanto permite a substituição do salário mínimo pelo salário básico no cálculo do adicional de insalubridade sem base normativa”.
www.ultimainstância.com.br Quinta-feira, 17 de julho de 2008

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Juros abusivos: limitação segundo o Código de Defesa do Consumidor

Julho 21st, 2008 de admin

O site ultimainstancia.com.br publicou o texto abaixo que disponibilizamos por ser de interesse de nossa categoria.

Juros abusivos: limitação segundo o Código de Defesa do Consumidor

Maria Elisa Cesar Novais

A cada dia a oferta de crédito ao consumidor é maior. Prazos mais longos, taxas de juros supostamente baixas, dispensa de consulta a cadastros de proteção ao crédito são algumas das várias “facilidades” que lhe são oferecidas.

Por outro lado, o superendividamento mostra-se como, mais do que um problema real, uma epidemia em nossa sociedade e em nossa economia, seja a doméstica, seja a nacionalmente considerada.

Recentemente, acórdão proferido no Recurso Especial 1.036.818/RS, no STJ (Superior Tribunal de Justiça), de relatoria da ministra Nancy Andrighi deixou clara a possibilidade de limitação da taxa de juros para impedir a prática de juros abusivos pelas instituições financeiras.

No corpo do seu voto, a ministra ainda mencionou o Recurso Especial 971.853/RS, de relatoria do ministro Antonio de Pádua Ribeiro no mesmo sentido, que decidiu pela redução da taxa de juros remuneratórios, já que foi verificada, no caso concreto, a flagrante abusividade na cobrança de taxas de juros bastante superiores ao patamar praticado no mercado, segundo divulgação do Banco Central do Brasil.

Ambas as decisões tomaram como base a taxa média do mercado, afirmando que os juros remuneratórios quando livremente pactuados não podem ser revistos, segundo jurisprudência pacífica do STJ, exceto se demonstrada cabalmente a sua abusividade como, por exemplo, se contratados acima da taxa média do mercado.

Para tantos, foram considerados os fundamentos e princípios do CCD (Código Brasileiro de Defesa do Consumidor).

Segundo o diploma consumerista, um dos fundamentos da Política Nacional de Consumo, é a responsabilidade do fornecedor no fornecimento do produto ou serviço: a sua responsabilidade ao informar clara e adequadamente as qualidades, características, preço e condições do produto ou serviço que fornece, sempre pautado na boa-fé e no equilíbrio das relações de consumo, disposições presentes no artigo 4º e 6º, III e V, do CDC.

O consumidor, por sua vez, possui direitos expressamente garantidos no Código que, em contrapartida, constituem obrigações direcionadas aos fornecedores. Assim é o caso do artigo 39, V e do artigo 51, IV. O primeiro artigo relaciona exemplificativamente uma série de práticas abusivas nas relações de consumo e o segundo, cláusulas que, por serem abusivas, são nulas de pleno direito. Nos incisos especificamente mencionados, é considerada prática abusiva a obtenção de vantagem manifestamente excessiva sobre o consumidor, bem como a estipulação de “obrigações consideradas iníquas, abusivas, que coloquem o consumidor em desvantagem exagerada, ou sejam incompatíveis com a boa-fé ou a eqüidade”.

Pautadas na liberdade de contratação, reforçada com as decisões proferidas pelos Tribunais Superiores no que concerne à impossibilidade de limitação dos juros remuneratórios, as instituições financeiras têm cometido verdadeiros abusos, argumentando a necessidade de protegerem-se dos índices de inadimplência, da expectativa de inflação, entre outras razões.
No entanto, qualquer abuso cometido contra o consumidor tem a sua coibição prevista no Código de Defesa do Consumidor e, portanto, se verificado deve ser afastado.

Justificativas tais como as acima relacionadas, das quais se valem as instituições financeiras, não se sustentam, principalmente no que se refere a índices de inadimplência. Muitas medidas já têm sido adotadas para diminuir índices de inadimplência, bem como para agilizar cobranças judiciais e extrajudiciais de débitos vencidos. Exemplos são as novas disposições processuais para a execução de títulos judiciais e extrajudiciais, que pretendem acelerar o recebimento dos créditos, assim como a existência, ainda que não prevista em lei, de cadastros contendo informações pessoais e financeiras de consumidores, amplamente consideradas para a concessão de crédito.

Além da utilização dessas informações pessoais e financeiras, prática geralmente desconhecida pelos consumidores, ainda que lhes digam respeito, há ainda o conhecimento técnico para análise de risco de crédito das instituições financeiras, resultando na sua responsabilidade no fornecimento do crédito.

Recentemente, em observância ao direito básico à informação clara, adequada, precisa, ostensiva e inteligível (artigo 6º, III, CDC), resoluções lançadas pelo Conselho Monetário Nacional determinam que as condições efetivas de financiamento sejam informadas, em conformidade com o artigo 52 do CDC, a fim de que o consumidor possa analisar objetivamente a sua possibilidade de endividamento.

O que se vê, de fato, é a constante falta de informação do consumidor e a avalanche de “crédito fácil” que lhe é ofertada a juros extorsivos que fogem à taxa média do mercado, mais um aspecto por ele desconhecido.

Desse modo, diante da incontestável responsabilidade da instituição financeira no fornecimento do crédito, seja no que tange à informação completa e ostensiva, seja na averiguação da condição de comprometimento do consumidor, e diante das mudanças processuais no que diz respeito à execução, é inegável que à luz do Código de Defesa do Consumidor, o abuso na cobrança de juros remuneratórios, quando comprovado no caso concreto, deve ser objeto de análise e revisão do Poder Judiciário.

www.ultimainstancia.com.br

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“Os líderes estão buscando melhorias de gestão”, diz Gastal

Julho 20th, 2008 de admin

No Blog do Servidor foi publicada uma interessante entrevista, que disponibilizamos aqui.

“Claudio Gastal, diretor do Movimento Brasil Competitivo (MBC), diz que o tema ‘gestão pública’ está, aos poucos, entrando na agenda política e social do país. Os reflexos, segundo ele, podem ser vistos por toda parte, mas principalmente no fato de que a sociedade já reconhece quem é bom e quem é mau administrador.

Temas como eficiência, transparência, metas e governança deixaram a prateleira do modismo e passaram a nortear ações concretas de alguns governos, afirma o especialista. Para Gastal, isso é irreversível. Veio para ficar.

Abaixo, publico os principais trechos da entrevista que fiz com o Claudio Gastal nesta sexta-feira.

Qual é a grande utopia do MBC?
A primeira delas é que a melhoria da gestão esteja na pauta de governo e dos gestores públicos.

A política não atrapalha?
Ela tem suas características. O Brasil é muito novo em termos de Estado. Essa cultura vem amadurecendo. O que a gente verifica é a necessidade de se repensar a gestão pública. Mas, claro, só gestão pública não vai resolver todos os problemas. É necessário ter questões de ambiente resolvidas como reforma política e reforma tributária. Para a gestão avançar você precisa ter mudanças no processo legislativo. Mas o importante é ter cada vez mais lideranças de governo buscando melhorias de gestão como saída para poder atender as demandas, porém, com recursos finitos.

Isso tem de vir de cima para baixo ou de baixo para cima?
Hoje existem nas esferas públicas, no servidor, conhecimento adquirido sobre como fazer as coisas. O que falta é metodologia. O que queremos é cada vez mais buscar métodos de gestão eficiente que são utilizados na iniciativa privada, adaptando para a realidade do setor público. Mas o principal é: não tem como fazer esse processo de mudança se você não tiver liderança. E não é característica do setor público. Qualquer organização só consegue fazer uma mudança se tiver um líder envolvido e comprometido. Em todos os níveis de lideranças.

Mas, por mais moderno que seja o líder, conceitos como governança, metas e transparência ainda assustam.
Depende. Há políticos que estão olhando para frente e outros estão na tradição. Uma coisa é certa: a gestão entrou na pauta, mesmo sabendo que isso pode gerar custos políticos. Mas há bônus também. E a população está começando a reconhecer, sabe quem trata bem a coisa política. Além disso, isso tudo passa por uma mudança de comportamento da sociedade. Ela precisa ter consciência de que o bem público é de todos. Falar em eficiência, em redução de despesa, tem um ônus político, mas esse ônus é encarado como ônus muito mais pelo política que não vê que o país está mudando.

O MBC está auxiliando quantos estados?
Nove estados, além do Distrito Federal.

Como está o DF?
Estamos na fase de planejamento, de refinamento das metas. Temos a ambição de ajudar a melhorar a despesa, gastar de maneira mais eficiente. Estamos atuando nas secretarias de Educação e Saúde. As equipes estão em campo. Todo o trabalho via a transferir tecnologia. A idéia é que os servidores e a estrutura incorpore os métodos. O fundamental é transferir. Queremos que seja política de Estado, independentemente de quem governe.

Há conflitos na relação das equipes do MBC com o servidor?
Há uma resistência natural. O ser humano é assim. Esse processo tem de ser superado, e ele é superado, no momento em que você demonstra que o conhecimento existente ali seja melhor empregado. Barreiras são enfrentadas porque as estruturas estão, muitas vezes arraigadas com modelos antigos. Mas o que surpreende é que muita gente que não era valorizada acaba ganhando ânimo novo e mostrando seu valor.”

Publicado às 18:55, no Blo do Servidor

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A burocracia profissionalizada, uma conquista do Brasil

Julho 10th, 2008 de admin

Com esse título, Antônio Augusto de Queiroz, o Toninho do DIAP, se manifesta sobre as carreiras típicas de estado, em artigo publicado, originalmente, no Blog do Servidor.
Diz ele que “qualquer governo possui a mesma lógica de funcionamento. Os ocupantes dos cargos de primeiro escalão falam para fora do governo, anunciando e sustentando as decisões políticas, enquanto o segundo escalão fala para dentro, dando efetividade às decisões políticas, cujo cumprimento depende da credibilidade deste perante seus pares“.
E, destaca: “As carreiras de Estado - que aguardam atualização salarial compatível com suas atribuições, importância e responsabilidade - são formadas por profissionais competentes e comprometidos com os ideais republicanos, estando em perfeitas condições de assumir as responsabilidades próprias da alta direção. Entre elas merecem destaque, no Poder Executivo, a carreira de auditoria, os analistas e técnicos do Banco Central, da CGU, do Tesouro Nacional e os gestores governamentais. No Legislativo, os analistas e técnicos do TCU e os consultores legislativos, analistas e técnicos da Câmara e do Senado. No Judiciário e no Ministério Público, além dos membros, os analistas e técnicos.
clique aqui e leia na íntegra

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